
Nesse último domingo (23/09), fomos em um festival brasileiro na Darling Harbour, um dos lugares mais bonitos da cidade, e aonde rola os melhores eventos de Sydney. O evento está longe de ser o Brazilian Day de Nova York, com atrações como Ivete Sangalo, Daniela Mercury. A única personalidade que apareceu foi o Patrick. Quem?
É um brasileiro
que joga no Sydney Football Club.Como tem brasileiro nessa terra, estava lotado. Tinha tanta gente que as tendas de comida não davam conta. Rogerio esperou 40 minutos para comprar um pastel e caldo de cana. Estela pegou um sanduíche de picanha (frio mas estava bom) e ficou meia hora na fila. A fila da feijoada estava impossível, e era a típica fila brasileira, a fila não anda, só engorda. É o famoso jeitinho brasileiro, o que vimos de brasileiro furando fila.
O perfil dos brasileiros aqui é: Jovem de 18~28 anos que veio fazer curso de inglês, e vai ficando, improvisando, renovando o visto ou mesmo irregular, trabalhando no sub-emprego (empregos que não exigem qualificação). Nada contra, mas ouvimos histórias de filhinhos de papai, surfistas, traficantes, agiotas, picaretas, muita gente que queima o filme de nosso país. Mas ainda bem que tem os brasileiros trabalhadores também.

A imagem que nosso querido país vende, e é como o estrangeiro nos vê: país do samba, futebol, capoeira, malícia, sensualidade, e de mulatas rebolando. E foi o que nós vimos no palco do evento. Era só samba com um monte de mulata de fio dental sambando, e muitas vezes só de costas, mostrando a busanfa. Lambada e/ou zouk com movimentos sensuais exagerados. E não podia faltar o funk, executado por um grupo chamado "Samba SWAT", era um monte de dançarinas vestidas de policiais e fio dental.
Até gostamos da imagem do povo brasileiro alegre e sensual, mas acho que o pessoal anda exagerando. Não é preciso mostrar a bunda para a dança ser interessante veja a
dança russa,
ou japonesa. No final das contas foi legal, estávamos sentindo falta de aglomeração ainda mais de brasileiros.